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Por que devemos conectar todos?

A escolha do nome “Grupos de Conexão” não foi aleatória ou marqueteira, ela surgiu em uma de nossas reuniões de liderança, onde enquanto eu aguardava minha vez de falar, meu coração queimava com a ideia de propor o novo nome, e de repente o Pr. Fragale toma a palavra e fala: “vamos mudar o nome para Grupos de Conexão”. Ai pensei wow! Isso é de Deus!

A ideia de chamarmos nossos pequenos grupos de Grupos de Conexão, esta completamente relacionada com os princípios sobre os quais este ministério foi criado na Nova, que são:

“A comunhão entre os membros da nossa igreja, a sedimentação do que é ministrado em nossos cultos, levar a palavra de Deus aos nossos familiares e amigos; criando um ambiente alegre, descontraído e informal onde todos irão crescer pessoal e espiritualmente, vivendo um verdadeiro estilo de vida cristão.”

Agora, como podemos levar a Palavra de Deus as pessoas se não nos conectarmos e se não soubermos como nos relacionar com elas?

Como criar uma verdadeira conexão se não aprendermos sobre empatia?

A empatia é a capacidade de ver a partir da perspectiva de outra pessoa e entender seus sentimentos e motivações, mesmo que você não necessariamente concorde com elas. A empatia é muito importante porque atende duas de nossas necessidades mais profundas: a necessidade fundamental de ser compreendido e uma profunda necessidade de ter nossos sentimentos validados.

Tenho aprendido que quem escolhe fazer parte de um Grupo de Conexão, quer muito mais do que participar de um estudo bíblico semanal, elas querem fazer parte de um grupo com o qual possam contar e confiar. Onde possam viver o verdadeiro conceito de amar e ser amado incondicionalmente. Elas querem estar em um ambiente seguro onde não serão julgadas, mas apoiadas e amadas. Elas querem pertencer.

A grande verdade é que todos temos o desejo de “pertencer” latente em nossos corações. Queremos ser conhecidos e reconhecidos. Ninguém quer estar na igreja e sentir-se como mais um rosto na multidão, passando parte de seu tempo em lugar sem ser reconhecido, cumprimentado ou sem falar com alguém. Se em nossa vida pessoal, educacional e profissional procuramos a todo custo ser conhecidos pelas pessoas, por que achamos que na igreja isso é diferente?

Muitas pessoas que vão a igreja, ainda estão enredadas em uma cultura individualista, e nosso desafio é ajuda-las a experimentar uma verdadeira metanóia, de maneira que elas entendam o poder do viver em comunidade, saindo de uma posição de espectadores passivos, para se tornarem participantes ativos da vida da igreja e da sua comunidade.

Embora as pessoas queiram “pertencer” nem sempre elas compreendem o conceito de “comunidade”, principalmente as que não estão conectadas.

A construção da comunidade, começa no estacionamento, vai para o saguão e se permeia por todas as áreas da igreja, mostrando claramente a necessidade de humanizarmos todos os pontos de contato da igreja, aumentando cada vez mais as oportunidades de conexão e formação de novos relacionamentos interpessoais.

Por isso precisamos entender nosso papel como influenciadores em nossa igreja e comunidade, não desistindo nem abrindo mão de nos relacionarmos com ninguém. Mesmo as pessoas que nos desconcertam, aborrecem, irritam ou aquelas que, como nós não podemos tirá-las de nossa vida, preferimos não lidar com elas, no momento, ou nunca. Esse é um ótimo exemplo do verdadeiro amor incondicional:

Estar disposto a conectar quem achamos que merecia estar desconectado.

Deixa só eu fazer uma perguntinha básica?

Quem foi mesmo que nos ensinou a agir assim?

Jesus!

 

Jorge Monteiro
Pr. Líder dos Grupos de Conexão