Uma Carta à Igreja Em Tempos Difíceis

09/10/2022 – Pastor Mauricio Fragale

No dia 3 de Outubro de 2022, como acontece todas as segundas às 20 horas, mais uma vez o Pastor Jorge Daltro da Nova Igreja, deu início a uma reunião de oração online dos homens da igreja. Essa reunião já acontece há algum tempo, mas na referida data o pastor fez um convite especial. Em função de estarmos em período de eleições presidenciais, a reunião teria a participação de toda a igreja, e teria como foco orar pela nação brasileira.

A reunião não seria para fazer discurso político a favor do candidato A ou B, mas para orar pelo Brasil, para que Deus desse sabedoria e discernimento ao povo na hora de fazer sua escolha, e que o país possa desfrutar de paz e prosperidade, independente de quem venha a ser eleito.

No entanto, logo no início, foi detectada a invasão daquela reunião por um grupo de hackers que tentavam boicotar o encontro, mutando os microfones dos participantes e inserindo imagens pornográficas, no intuito claro de chocar, ofender, escarnecer e inviabilizar a reunião. Nosso pessoal de TI conseguiu contornar a situação e a reunião prosseguiu, apesar dos pesares, mesmo com toda aquela interferência.

Nesse período tão conturbado da história política e social brasileira, nós da Nova, temos buscado demonstrar um posicionamento baseado na moderação, tendo como base os valores bíblicos do amor ao próximo, a compaixão e o serviço às pessoas. Somos uma igreja que defende a liberdade, seja na área individual, política, social ou qualquer outra área da vida humana. Esses são valores cristãos inegociáveis.

Não compactuamos com qualquer ideologia que defenda, de forma explícita ou implícita, a prática da violência, da desonestidade, a censura, qualquer tipo de preconceito, a mentira, a supressão das liberdades e direitos individuais ou qualquer mecanismo que subjugue o ser humano, reduzindo-o a um mero ingrediente de uma receita para gerar uma massa de manobra.

No entanto, essa invasão de uma simples reunião de oração pela internet, que visava tão simplesmente orar, pedindo a Deus por paz e prosperidade para o povo brasileiro, revelou um fato gravíssimo: as igrejas brasileiras estão sendo monitoradas por agentes representantes de uma linha ideológica maligna. Essa é uma linha ideológica que representa o atraso, o anacronismo, que fala de liberdade, mas que quando está no poder censura, prende, tortura, exila e mata os seus oponentes.

Que quando implementa seus desastrosos planos econômicos traz a pobreza, a escassez e a fome. Que divulga o sonho da igualdade para todos, mas que gera uma elite bilhardária, que desfruta dos maiores luxos e uma população que vive na miséria.

Que antes de estar no poder, anuncia que todos terão do bom e do melhor, mas que quando assume o poder causa tamanha crise, ao ponto de haver falta até mesmo de coisas simples como papel higiênico nas prateleiras dos supermercados e levar o ser humano aos píncaros da indignidade, matando cães e gatos para servir de alimento, revirando o lixo tentando encontrar restos para dar uma refeição a seus filhos.

Que quando alcança seus estágios mais avançados, não somente implementa uma censura que controla todos os meios de comunicação, incluindo a internet, mas também passa a suprimir todas as liberdades e direitos individuais, como o direito a escolher onde vou morar, que carreira vou seguir, chegando ao ponto de ditar o que vou comer e o que vou vestir.

Diante desse quadro, em um momento tão grave como o que estamos vivendo em nosso país, eu prefiro me juntar ao pastor Martin Luther King Jr., que entre tantas coisas geniais que disse em defesa dos direitos e liberdades individuais, afirmou: “A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio”.

Num momento como esse, a igreja brasileira não tem sabido se posicionar. Parece que todos se esqueceram que a Palavra de Deus nos encoraja a defender a justiça e tudo o que é justo, e não uma ideologia. Parece que a Igreja caiu no esquecimento de que a nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra principados e potestades que atuam no campo do invisível, para produzir morte e destruição, mas que também penetram nas fileiras das igrejas para jogar irmão contra irmão, igreja contra igreja.

Se todo cristão tivesse lido, além da Bíblia, pelo menos dois dos livros de C. S. Lewis, “Cristianismo puro e simples” e “Cartas de um diabo a seu aprendiz”, esse último uma obra ficcional, mas que reflete uma realidade espiritual onde um demônio mais velho e experiente ensina a seu sobrinho, um demônio bem mais novo, a como tentar e conduzir os cristãos para um caminho de fracassos, creio que talvez estaríamos enfrentado esse momento de modo diferente.

O que temos visto é um aparente “posicionamento” de alguns pastores, que muitas vezes possuem uma cultura política superficial e insuficiente, instigando o ódio e a divisão dos irmãos, através de discursos que visam muito mais induzir o povo que lhes ouve a votar no candidato que lhes interessa, do que uma real defesa dos valores cristãos.

Portanto, antes de mais nada, aos que perseguem a Igreja do Senhor Jesus, que desejam ver a sua falência e destruição, eu cito a letra de uma música de um pastor e músico conhecido, o pastor Marcus Salles: “A perseguição não parou a Igreja, o Coliseu não parou a Igreja, os leões não pararam a Igreja do Senhor”.

E eu acrescento que não será uma ideologia medíocre, retrógrada, anacrônica, mobilizada por pessoas que deixaram o pensamento reflexivo inteligente e o substituíram por respostas fáceis e superficiais, slogans sofismáticos e uma visão de mundo distorcida e deficiente, que há de obter o sucesso desse intento em tempo algum, até porque a história nos mostra que todos os que tentaram fracassaram clamorosamente.

A esses que se deixam influenciar pelo discurso hipócrita dos ideólogos, quero deixar a mensagem de que seu ódio não poderá nunca suprimir o amor de Deus.

Àqueles que desejam ter de minha parte um posicionamento, sempre parti do princípio que aqueles que costumam ouvir minhas ministrações são pessoas inteligentes e esclarecidas. Diz o ditado popular que “para bom entendedor, pingo é letra”, e se o que digo e anúncio do púlpito não é o suficiente para que alguns entendam qual o meu posicionamento diante da situação política e social do momento, os convido a serem mais atentos, mas não me verão, em momento algum fazendo proselitismo político nos cultos, usando o púlpito de onde deve jorrar a graça de Deus, para tentar induzir os membros da igreja a votar nesse ou naquele candidato.

A Nova Igreja é formada por pessoas livres e inteligentes o suficiente para tomar suas decisões e assumir todas as consequências advindas dessas decisões. Sou um pastor, não um guru. Quando vejo a igreja seguindo o curso deste mundo, se deixando levar pelo ódio, pela divisão, colocando a causa política acima da causa de Cristo, isso me dói e mexe com minhas entranhas.

Por isso quero convidar a Nova Igreja e toda a Igreja de Jesus Cristo no Brasil, para nos próximos dias, esquecermos o ódio, a divisão, os títulos denominacionais, e nos juntarmos em um movimento maciço e genuíno de oração pelo nosso país, em reuniões presenciais, pelas redes sociais, nos canais de transmissão on-line, nas grandes cidades e no interior, para que o Senhor de toda a terra abençoe nossa nação mais uma vez, não permitindo que a ideologia do ódio, da perseguição, da censura, da supressão dos direitos e liberdades individuais prevaleça. Não é esse o Brasil que nós queremos e não é esse o Brasil que teremos, se formos fiéis aos valores que a nossa fé professa.

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